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Campus Sousa certifica 21 alunos do curso de Agente de Informações Turísticas
Campi
Última modificação: 11 de Setembro de 2026 às 16:30
O Campus Sousa realizou, no último dia 26 de agosto, a cerimônia de certificação dos alunos concluintes do Curso de Formação Inicial e Continuada (FIC) de Agente de Informações Turísticas. O momento reuniu autoridades, docentes, pesquisadores, representantes de instituições parceiras e familiares para celebrar a conclusão de uma importante etapa na formação profissional dos participantes.
Fizeram parte da mesa: a secretária municipal de Turismo de Poço José de Moura, Tamara Soleanne da Silva Dantas; pelo professor Fábio Cortes, representando a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior da Paraíba (SECTIES); pelo professor Luis Gomes de Moura Neto, representando o IF Sertão Paraibano; pela CEO da ONG Pisada do Sertão, Ana Neiry de Moura; por Juliene Fernandes, representante do Sebrae – Sousa; e pelo professor Eliabe Afonso de Sousa, coordenador do curso.
A cerimônia foi marcada por muita emoção e contou com atrações culturais que, ao som da sanfona, celebrou a identidade e as tradições locais.
O curso de Agente de Informações Turísticas teve duração de quatro meses, carga horária total de 303 horas, distribuídas em 16 disciplinas e certificou 48 alunos, em duas turmas. A primeira foi realizada em Sousa, em parceria com a Secretaria Municipal de Turismo, e concluída em maio de 2026 com 27 alunos concluintes. A segunda turma, formada por 21 alunos, foi realizada em Poço José de Moura, em parceria com a ONG Pisada do Sertão.
“A formação dos Agentes de Informações Turísticas representa um passo importante para o desenvolvimento do nosso território. Quando qualificamos pessoas para reconhecer, valorizar e apresentar as riquezas culturais, naturais e históricas da nossa região, fortalecemos toda uma cadeia de oportunidades. O turismo pode gerar renda, movimentar pequenos negócios e, sobretudo, fazer com que a própria comunidade reconheça o valor do lugar onde vive. Formar esses agentes é investir em pessoas que passam a ser também agentes de transformação do território e protagonistas do desenvolvimento local e regional”, disse Ana Neiry Moura (Fundadora e Diretora da Pisada do Sertão).
Para Juliene Fernandes, representante do Sebrae, investir na qualificação das pessoas é uma das principais estratégias para transformar o potencial turístico em desenvolvimento econômico para o território. “Quando temos pessoas preparadas para acolher, apresentar nossos atrativos e construir boas experiências, fortalecemos toda uma cadeia de pequenos negócios — da gastronomia e hospedagem ao artesanato, comércio, economia criativa e produção local”, afirmou. Segundo ela, a formação também demonstra a força da atuação em rede. “Quando instituições se conectam e unem competências, conseguimos ampliar as oportunidades para além dos limites de um município, estruturar novos roteiros e experiências, profissionalizar os negócios e tornar o território mais preparado para receber e atrair visitantes. O turismo tem um enorme potencial de geração de renda e oportunidades no Sertão, e são as pessoas, qualificadas e conectadas, que tornam esse desenvolvimento possível.”
Para o Diretor de Ensino, Prof Luís Gomes, a participação do Campus Sousa como instituição formadora em iniciativas como esta reafirma o compromisso com o desenvolvimento regional, com a valorização das potencialidades locais e com a formação de pessoas capazes de contribuir para o fortalecimento da economia e da identidade do território. “Ser parceiro de uma iniciativa como esta significa, portanto, acreditar no potencial do Sertão Paraibano e contribuir para que mais pessoas possam conhecê-lo, vivenciá-lo e reconhecer suas riquezas, fortalecendo uma região que tem muito a oferecer à Paraíba e ao Brasil”, reforça o Prof. Luís.
A professora Rackynelly Soares, coordenadora do projeto no âmbito do IFPB, destaca que o curso integra uma iniciativa mais ampla voltada ao fortalecimento do território por meio do empreendedorismo cultural e da valorização do patrimônio. “Este curso é parte de um projeto maior que visa, entre outros objetivos, fomentar a geração de renda por meio do empreendedorismo cultural vinculado ao patrimônio. A extensão tecnológica precisa seguir o ritmo desse lugar. Este curso é exemplo disso: ouvimos e respeitamos as necessidades de formação sem abrir mão da qualidade que a Rede Federal tanto defende”, ressalta.
O curso integra um projeto mais amplo voltado à preservação e valorização do patrimônio geopaleontológico e arqueológico da Bacia do Rio do Peixe, coordenado pelo pesquisador Fábio Faria, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
A iniciativa reúne diferentes instituições e parceiros, fortalecendo a articulação entre educação, ciência, tecnologia, turismo, cultura e desenvolvimento territorial. Entre os parceiros estão a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior da Paraíba (SECTIES), a Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (FAPESQ), a ONG Pisada do Sertão e o hub de inovação Dinovalley.
A certificação representa, assim, não apenas a conclusão de uma formação profissional, mas também o fortalecimento de uma rede comprometida com a valorização dos potenciais turísticos, culturais e patrimoniais do Sertão paraibano.